Bem, decidi criar uma série de vídeos no meu Instagram e TikTok para expor alguns pensamentos e reflexões que tenho sobre a vida… A série vai se chamar rascunhos e pretendo lançar pelo menos 9 vídeos curtos testando formatos e temas diferentes. Eles serão lançados nas sextas e na segunda seguinte um post por aqui para estender um pouco as reflexões dele. Topa embarcar nessa comigo?

Esse primeiro rascunho, chamado de Movimento, propus uma reflexão a partir da famosa frase atribuída a Rosa Luxemburgo:

“Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem.”

Rosa Luxemburgo foi uma filósofa e economista polonesa-alemã que viveu durante a Primeira Guerra Mundial e se tornou uma das principais vozes contra a guerra, coisa o SPD (Partido Social-Democrata) apoiava. Por conta dessa oposição a guerra, ela foi encarcerada entre 1916 e 1918. Foi durante esse encarceramento que ela escreveu uma série de cartas onde discutia política, literatura, filosofia e também questões pessoais.

Foi nesse contexto que surgiu a metáfora das “correntes”: como revolucionária e experenciando na prática a privação física da liberdade, ela foi além e trouxe essa mesma ideia de privação física para os âmbitos políticos e mentais. Mostrando como a falta de movimento, seja físico ou intelectual, nos impede de perceber as “correntes” que nos prendem aquela realidade histórica, política e social. Afinal, não somos seres isolados no espaço e no tempo, correto? Todos estamos inseridos em camadas e mais camadas sociais, em um momento da história e em um determinado contexto cultural da nossa época!

Longe de todo o contexto de guerra mundial que a Rosa Luxemburgo estava vivendo na pele (ou talvez nem tão longe assim quanto gostaria rs), o contexto em que estamos inseridos faz de tudo para que estejamos tão esgotados, seja física ou mentalmente, que o movimento de sequer buscar entender o como e o porque de algo é visto só como cansativo, e não revolucionário.

Escala 6×1, teatro corporativo, ser “CEO” de si… Tudo já demanda tanta energia. O mais fácil é só aceitar o que está sendo imposto e seguir com a vida. Parece que a esperança de dias melhores morreu no meio da rotina. Claro que, sozinhos, não temos poder para mudar nada dos contextos em que estamos inseridos, mas juntos enquanto classe e sociedade sim! Como disse Odete Roitman nesse remake meia boca de vale tudo:

Classe operária organizada é a pior coisa, ninguém segura!

Bem, mesmo saindo de todo esse contexto macro social da estrutura estruturada que alimenta e reforça nossos habitus, como já dizia Bourdieu, e trazendo essa frase para o nosso dia-a-dia vemos que ela também tem bastante poder. As “correntes”, fazendo um paralelo com a psicologia, podem ser lidas como as “crenças limitantes” da psicologia comportamental. Até porque, gastamos bem menos energia ao incorporar aqueles hábitos e pensamentos de que “sempre fui assim” do que procurar entender o que está por trás deles, né?

O movimento aqui é igualmente importante e pode trazer a superfície nuances da sua personalidade que você nem sabia que existia. Eu, por exemplo, nunca gostei de gravar nada, seja aúdio ou vídeo, porque sempre estranhei minha voz gravada… Mas, agora decidi me movimentar e ver um pouco mais desse meu lado, sentindo o peso dessas correntes que não me deixam emergir. Esse vídeo foi meu primeiro movimento.

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Lembra de seguir meu Instagram profissional para ver os próximos vídeos assim que saírem!

O que achou dessa reflexão? Deixa aqui nos comentários que corrente você já percebeu em si e quais movimentos fizeram ela ficar mais leve!

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